Alegria de cuidar / Tristeza em machucar
Quando falam que as coisas que aprendemos dentro de uma sala de aula não condizem com a realidade encontrada dentro de um grande hospital publico, me pego refletindo se muitas coisas aprendidas não foram em vão, porém o certo ainda e o certo e o errado não deve ser repetido. Na sala de aula aprendemos até como ser simpáticas com os pacientes (ou clientes, com referir), por que em momentos difíceis não adianta nervosismo, simpatia que no estágio vem naturalmente. No estágio muitas vezes nos acostumamos com presenças antes desconhecidas, entram em nossa vida, fazem parte de nosso dia, e por algumas horas nos tornamos amigos íntimos daqueles desconhecidos, ouvindo confidências, conhecendo-lhes a família.
Entristece somente imaginar que ao enfiar-lhes a agulha no braço, mesmo que necessário, a dor que é causado.Ainda não aprendi a me desapegar porque pacientes graves(quase sempre) morrem, mesmo tendo seus dias bons, e pacientes que melhoram recebem alta e independentemente de qual das duas situações vividas, não voltar a vê-los é inevitável.
A vida dentro de um hospital não é fácil(nunca foi), aprender a lidar cm determinadas situações é a maneira mais fácil de sair sem maiores danos (psicológicos e físicos) tanto para mim, quanto para eles.
Mal da nossa década
Chamar atenção para si mesmos e para suas atitudes já virou motivo de discussão em debates e profissão para muitos, que por motivos que ainda desconheço tornam suas vidas um eterno reality show.
Desde o surgimentos de certos sites de relacionamentos e da popularização da internet, contar tudo que se passa em seu dia tornou-se uma obsessão.
Minha critica por mais ofensiva que possa ser a certas pessoas, não é um incentivo a largar sites onde nossas opiniões podem ser vistas, escutadas e lidas e sim tentar popularizar um modo de viver, onde nossas situações mais constrangedoras e momentos pessoais não virem vídeos ou temas de conversas com pessoas que nunca por nós seriam vistas.
Nossa década deformou certos costumes, o que antes seria dito apenas para os amigos, agora é dito para um mundo de pessoas desconhecidas. Agora todo o mundo é amigo de todo um mundo, o que por um lado pode ser bom por conhecer pessoas de um mesma cidade, que em situação diferente não existiria oportunidade ou pessoas de outros países com cultura totalmente diferente da nossa, também trás para sua vida certos alguens indesejáveis, com más intenções, que gostariam de deturbar bons conceitos ainda existentes.
A internet por mas que traga facilidades para a vida de muitos, é uma ferramenta que ás vezes precisa ser deixada um pouco de lado, não se pode esquecer de viver a vida real, porque você pode conhecer pessoas de outro lado do mundo e não saber quem é o seu vizinho ao lado.
Delicias, bolos e sustos
Semana passada foi aniversário da minha mãe, e como nós não iriamos sair pra comemorar já que ela acha besteira comemorar o dia em que se está envelhecendo resolvi fazer um bolo, mas não qualquer bolo.
Minha primeira opção quando surge esse assunto é pensar em bolo de chocolate, mas não existia essa opção simplesmente porque minha mãe detesta bolos assim muito doces como o de chocolate, resolvi no desesperar da situação fazer um bolo com alguma fruta, surgiu a possibilidade numa ideia muito repentina fazer de abacaxi.
Ai começou o grande problema, após o sabor ser definido, como faria o bolo? com qual receita louca achada na internet? e a maior pergunta de todas, será que ficaria gostoso?
Depois de quase 2 horas em procuras incessantes, finalmente achei uma que me serviria perfeitamente por ter tudo a mão e por de algum modo parecer que faria sentido todos aqueles ingredientes juntos.
Mas de certa forma acho que o mais difícil foi cortar o abacaxi, deviam dar instruções detalhadas de como cortar aquela aparentemente saborosa mas monstruosa e assustadora fruta. Dica: nunca tentem corta-la como cenoura ou batata, ela precisará de uma técnica só dela. Primeiro tirem a coroa do abacaxi ou seja lá como aquilo se chama, depois ponham-na em pé e com força no braço comecem a cortar de cima para baixo.
Escritora amadora
"Morre hoje na escola centenária um aluno ainda não identificado, encontrado dentro de uma sala com um tiro na cabeça."
O noticiário do meio-dia anunciava essa noticia trágica, mas a tristeza não pairava sobre aquela cidadezinha, adultos trabalhavam, crianças estudavam e só quem saberá dessa triste noticia são os adolescentes da escola onde aquele pobre garoto foi encontrado.
A policia procura rastros de quem um dia já foi aquele estudante. Tiram fotos daquele cadáver incompleto. Mostram aos professores, ninguém sabe quem é; mostram a todos os alunos encontrados naquela manhã de quarta, mas ninguém consegue identifica-lo.
Policiais inquietos não sabiam mas onde procurar, coitados dando o melhor de si. Nunca conseguiram identificar o jovem, ele não era ninguém, sua presença nunca foi notada, agora ninguém sente sua falta.
Autora: eu, Ana Caroline Marques
Esse texto não é baseado em fatos reais, qualquer semelhança com a realidade é mera coincidência.
Blogs que sigo
-
Um aranha faz diferença?3 horas atrás
-
Vamos Falar de Música - Elizabeth Freitas4 horas atrás
-
-
Dose de estilo - A casa das coelhinhas5 dias atrás
-
-
Escova Modelada !5 meses atrás
-
Indiferente
Que é de pouca importância, que apresenta pouco interesse: falar de coisas indiferentes.
A quem nada comove; que não se importa: homem indiferente.
Alheio, desinteressado, apático.
s. m. e s. f.
Pessoa que se mostra desinteressada de religião, de política ou de qualquer assunto ou acontecimento.



Recent Comments